sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem, de repente, aprende"



Guimarães Rosa







Para ensinar



sempre é necessário


amar e saber;


porque quem não ama


não quer


e quem não sabe


não pode


(Padre Antônio Vieira)
Declaração dos Direitos da Criança



1º Princípio – Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.



2º Princípio – A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.



3º Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.



4º Princípio – A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.



5º Princípio - A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.



6º Princípio – A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.



7º Princípio – A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.



8º Princípio - A criança, em quaisquer circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.



9º Princípio – A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.



10 º Princípio – A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.




AS 5 LIÇÕES




Primeira lição:



Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última que era:



"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola ?"



Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela ?



Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.



“É claro!”, respondeu o professor. “Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples "alô".”



Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.



Segunda lição:

Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana, do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona.



Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela.



Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz.



Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia:



"Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por ter me ajudado!

Sinceramente, Mrs. Nat King Cole"





Terceira lição:



Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.



- "Quanto custa um Sundae?" - ele perguntou.



- “50 centavos” - respondeu a garçonete.



O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.



- "Bem, quanto custa o sorvete simples?" - perguntou o garoto.



A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa e a garçonete perdendo a paciência...



- "35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca.



O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: - "Eu vou querer, então, o sorvete simples".



A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e foi atender outros clientes. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.



Quando a garçonete voltou, começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas... – ou seja, o menino não pediu o Sundae porque queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.





Quarta lição:



Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.



Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.

Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas, nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.



De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.



Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.



A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.



O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu:



"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição".





Quinta lição:



Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz, que sofria de uma terrível e rara doença.



A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela, de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.



O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.



Eu vi ele hesitar um pouco, mas, depois de uma profunda respiração ele disse: - "Tá certo, eu topo... Se é para salvá-la..."



À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor.



De repente, o sorriso dele desapareceu e o garotinho empalideceu... Olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:



- "Eu vou começar a morrer logo?"



Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, e pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!







"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse se machucado e dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando"

Tempo para os filhos - Uma mensagem aos pais

Tempo para os filhos - Uma mensagem aos pais




Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:



- Papai! Quanto o Sr. Ganha por hora?



O pai, num gesto severo, respondeu:



- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!



Mas o filho insiste:



- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?



A reação do pai foi menos severa e respondeu:



- Três reais por hora



- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?



O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:



- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!



Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:



- Filho, está dormindo?



- Não papai! (respondeu o sonolento garoto)



- Olha aqui está o dinheiro que me pediu, um real.



- Muito obrigado, papai! (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).



Agora já completei, Papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?







"Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nosso filhos?"
Experiência de Pais




Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.



Crescem sem pedir licença à vida.



Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.



Um dia, sentam-se perto de você e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.





Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?



Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?



A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.





E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!



Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.



Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros.



Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.



Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.

E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.



Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.



Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.



Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.

Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.

Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.



Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.



Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.



Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.

No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.

Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.



Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma a os primeiros namorados.



Os pais ficaram exilados dos filhos.



Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".



Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.



E que a conquistem do modo mais completo possível.

O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.

O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco.



Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.



Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós...
O nó do afeto




Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.



Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.



Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.



Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.



Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.



E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.



Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.



A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.



E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.



O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.



Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.



Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.





É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.



É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.





E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje
O Sábio e o Pássaro




Era uma vez, num determinado reino vivia um velho sábio. Ele era o mais sábio dos sábios e nenhuma questão que lhe fosse levada ficava sem solução. Ele sabia tudo de tudo.



Existia nesse reino um rapaz que não se conformava com isso. Ele não aceitava o fato do sábio conseguir decifrar qualquer enigma, fosse ele qual fosse. Durante muito tempo o plebleu ficou arquitetando uma forma de pregar uma peça no sábio.



" Tem que existir uma forma de enganar o sábio. Ninguém sabe tudo de tudo "... pensava ele.



Até que um dia ele descobriu uma forma, a qual nem mesmo o mais sábio dos sábios teria saída.



"Colocarei em minhas mãos, levemente fechadas, um pequeno pássaro vivo e perguntarei ao sábio se o pássaro está vivo ou morto. Se ele responder que está morto, eu abrirei as mãos e o libertarei para o vôo. Se ele responder que está vivo, eu o apertarei com os dedos e o matarei.



O sábio não terá saída.



Assim fez.



Diante do sábio ele procedeu como acima exposto, perguntando se o pássaro estava vivo ou morto.



O sábio olhou bem nos olhos do rapaz e respondeu:



"Meu bom homem, a vida desse pásssaro está em suas mãos ".
A verdadeira mãe workalcoolic




Diálogo entre filho e mãe...



- Acampar? De jeito nenhum! Você só tem 7 anos.

- Tenho 15, mãe!

- Mas já?! Não é possível! Tem certeza?

- Absoluta. É que nos meus últimos aniversários você estava trabalhando e esqueceu de ir.

- Esqueci, não. É que caíram em dia de semana. Se tivessem feito como eu sugeri...

- Você sugeriu que mudassem o dia do meu aniversario pra todo primeiro domingo de maio.

- Exato. Domingo eu nunca trabalho.

- Papai contou que vocês se casaram num domingo e você trabalhou... durante a cerimônia.

- Eu só assinei uns documentos enquanto o padre falava. Ele nem percebeu.

- E em vez do vovô... você entrou na Igreja de braço dado com o contador!

- Claro! O balanço da firma era para o dia seguinte!

- E a lua-de-mel...

- Ta. Eu não fui. Mas mandei o boy do escritório me representando. Seu pai no começo resistiu, mas acabou aceitando.

- E quando eu nasci? Qual é a desculpa?

- Desculpa por quê? Você nasceu como qualquer criança.

- Nasci numa mesa de reuniões!

- Era numa reunião de diretoria! Não podia sair assim, só porque a bolsa estourou. E você devia se orgulhar! Foi o presidente de uma grande multinacional que fez teu parto.

- Já sei. E a secretária cortou meu cordão umbilical com o clipe.

- E o rapaz do xerox te amamentou. Sorte que ele tinha muito colostro...

- Não brinca. Fiquei traumatizado.

- Eu fiquei. Você nasceu em cima de uma papelada importante. Quase perdi o emprego...

- E quando você foi me pegar na escola pela primeira vez? A vergonha que eu passei...

- Eu só estava com medo de não te reconhecer... Não te via fazia um tempinho...

- Tive que segurar um cartaz, que nem parente desconhecido em aeroporto, escrito: "Eu sou o Thiago".

- Thiago? Foi esse o nome que eu te dei?

- Que a moça do cartório me deu!, quando completei 8 anos e consegui ir sozinho a um tabelião. Fiquei sem nome durante oito anos! Oito anos sendo chamado de pssit!!

- Pssit. Até que não é feio!

- Tudo por causa dessa porcaria do teu trabalho! Faz uma coisa. Prá provar que você quer mudar, vem acampar comigo.

- Por que nos não acampamos lá no meu escritório? Do lado do fax tem um espaço enorme. E umas samambaias artificiais. Posso contratar algum estagiário para ficar coaxando pra gente.

- Para de brincar. Larga tudo e vem comigo.

- Bom, se você tá insistindo tanto, eu... Então tá. Eu... tudo bem, eu vou.

- Jura? Ótimo! Você vai adorar!

- Ah, difícil pensar em programa melhor. Aquelas árvores, aqueles macacos guinchando, aquelas aranhas bacanas.

- Então está tudo certo.

- Só preciso saber assim, de um detalhe. A respeito do mato. Uma besteira.

- O que? Se o mato tem mosquito? Se tem cobra?

- Não. Se o mato tem tomada.
Lições do Futebol



1- Treinar sempre - Precisamos sempre estar em forma, em dia, preparados e adequados. Tudo na vida deve ser bem preparado para vencermos a mediocridade, a rotina, a superficialidade. Treinar significa dar o melhor de si, cultivar-se sempre, querer crescer. Nunca estamos prontos e acabados, somos eternamente aprendizes.





2- Trabalhar em equipe - Nós somos tentados ao individualismo, isolamento ou estrelismo. Tudo isso leva à derrota. O futebol é uma escola da vida em equipe, em unidade, em interação com os outros. O time, a equipe é como uma família. Todos são importantes. A vitória de um é sucesso de todos. O time em campo ensina valorizar o outro, promover o outro, aceitar ajuda do outro, colaborar e trabalhar juntos para vencer juntos.





3- Obedecer às normas - Quanto mais um jogador sabe e obedece às normas do jogo tanto mais ele é eficiente e erra menos. Obedecer às normas não é submissão, jugo, opressão, servilismo. As normas e leis existem para o bem comum e a obediência às leis permite a convivência social, a igualdade de todos e o zelo pelo que é público. Obedecer ao árbitro é proteger o time contra a violência, o egoísmo, o orgulho, a raiva, a vingança.





4- Saber ganhar e saber perder - Assim é a vida. Saber ganhar sem vaidade, orgulho e desprezo dos outros. O que importa é participar. Sem o adversário, não há vitória. Saber respeitar o adversário é sinal de maturidade. O adversário não é mau nem inimigo, mas, alguém importante que nos desafia. Outra lição do futebol é saber perder. Quão difícil na vida é saber perder. Aceitar a derrota, o fracasso e treinar de novo para melhorar, eis o caminho da sabedoria. A derrota é possibilidade de auto-avaliação e de superação das limitações. Muitas vezes a derrota é oportunidade para futura vitória.







5- Ser bom atleta - Um atleta passa por grandes renúncias, sacrifícios, exigências. Precisa de formação física e psicológica, de concentração e autocontrole, espírito de cooperação e domínio de si, superação da derrota, respeito ao rival, espírito de equipe e amizade. Se em nossas Igrejas, escolas, tivéssemos fiéis e estudantes com espírito de atleta, a missão educadora e evangelizadora seriam bem diferentes.





6- Ser torcedor - Aprendemos lições do futebol com os bons torcedores. Eles são entusiasmados, vibrantes, participantes, incentivadores, colaboradores, motivadores. Se soubéssemos vibrar com a verdade e o bem, a justiça e o amor com o vigor dos torcedores, teríamos outra sociedade. Ser torcedores do evangelho, do reino de Deus, do amor fraterno, é o que mais necessitamos para derrotar a violência, a droga, o vazio existencial. Demonstra alto grau de humanismo quem torce pelo sucesso e bem-estar dos outros.





7- Evitar os perigos - Quando o time vira ídolo enfrentamos sérios perigos. Deixamos Deus e adoramos o time. A corrupção financeira ronda os esportes. Tudo vira negócio. A violência toma conta dentro e fora do campo. Quando um time é endeusado a família é deixada de lado, as finanças não são controladas, o nervosismo, a hipertensão, as doenças vasculares aparecem. O torcedor se torna um escravo. Tudo vira circo, festa e alienação. A idolatria esportiva enfraquece a consciência política, o interesse social, a responsabilidade por outros valores inegociáveis. “Filhinhos, fugi dos ídolos”, nos diz o evangelista João. A idolatria gera fanatismos e escravidões, engana as pessoas, corrompe a vida. Além disso, afasta de Deus, prejudica a família, aliena a consciência, escraviza a sociedade. Somos atletas de Deus em busca da coroa incorruptível nos céus. A salvação eterna será o gol decisivo da vitória da graça e da fé. Cantaremos eternamente as glórias de Deus que deu à Igreja, o treinador Jesus e o Espírito Santo, o técnico da graça e médico de todas as feridas do jogo evangelizador.